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quinta-feira, 20 de março de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
Os nossos Escritores! | Encontros lusitanos
Encontros lusitanos
Os descobrimentos, uma quantidade épica de descobertas que marcaram o auge da riqueza e do poderio português "por mares nunca dantes navegados" em viagens perigosas e demoradas.
Em "Os Lusíadas" de Luís Vaz de Camões (Canto V, est. 37-60) e na poesia "O Mostrengo" de Fernando Pessoa retratam -se encontros com titãs ou colossos que habitam o mar nunca antes explorado.
Uma análise cuidadosa claramente descreve a aparência feia e robusta do Adamastor que, embora tenha um corpo esculpido para a guerra, encontra-se numa maldição de pedra.
Quanto ao Mostrengo, podemos apenas calcular o seu grande tamanho e gesto aterrador através das reações do capitão, bem como pela descrição que dele é realizada com os vocábulos " imundo" e "grosso".
O Adamastor cativa-nos pela partilha da sua história, o que nos permite sentir a mágoa sofrida e a esperança esmagada. Podemos simpatizar com um homem que tudo perdeu por amor e do amor nada ganhou. No caso do Mostrengo pode observar-se apenas o desejo de proteger o seu lar, de se separar de tudo e de todos enquanto tenta reduzir a mágoa.
Para finalizar, é com grande orgulho que comparo o espírito indomável dos Portugueses, quer rei ou explorador, eles carregam a convicção, o desejo e coragem do povo luso enfrentar o desconhecido e alcançar os céus.
9.ºB, Márcio Camões
terça-feira, 18 de março de 2014
Os nossos Escritores! | O Poder da Esperança
O
Poder da Esperança
Efetivamente, creio que este foi o dia mais
desagradável da minha vida. Eram sete horas da manhã, o sol quebrava barreiras
e brilhantemente refletia-se em redor da localidade onde me encontrava de
férias. Tudo estava alegre. A imensidão de calor ali concentrada, em conjunto
com a variedade de aves e árvores, colocavam a minha memória em rotação. Estava
tudo tão calmo...A serenidade que invadia aquela linda zona era completamente o
contraste daquilo que ocorria no meu interior. No exterior encontrava um dia
magnifico enquanto no meu interior a escuridão era bastante. Ao abandonar esta
localidade, pelo caminho predominava em mim o desespero e tudo isto iria piorar.
O ponteiro do relógio de pulso marcava oito horas e cinquenta minutos, tinha
mais dois minutos para admirar os rostos dos meus pais. O marasmo acentuou-se!
A hora de embarque chegou e com ela, o marasmo acentou-se.
Agora
observo a branquidão das nuvens e ao mesmo tempo a escuridão que gira em torno
da minha pessoa. Por mais que tente focar os meus olhos verdes na esperança de
que tudo isto apenas seja um pesadelo, a turbulência afirma o contrário,
obrigando-me a esticar os braços, com o intuito de salientar o quão
urgentemente eu tenho de me movimentar para aniquilar esta poeira flutuante que
dominou por completo a minha alma nestas oito horas de viagem. Porém,
atentamente, oiço a Portela a acolher-me partilhando uma das suas pistas de
aterragem. Saio do avião. Observo o azul cristalizado. Concluo que são apenas
oito horas que me separam daqueles seres maravilhosos. Resta
saber quantos serão os anos de tristeza por não podermos conviver, nem
partilhar um sorriso.
Edgar
Jesus
9.º
A
Os nossos Escritores | Se eu fosse...
Se
eu fosse...
Se
eu fosse o vento,
seria como um vagabundo
e iria viajar pelo mundo.
Se eu fosse o vento,
iria viajar, viajar
sem parar,
até me cansar!
Se eu fosse o vento,
viajaria no tempo,
no meu pensamento.
Agora, sendo o vento,
não paro um momento!
Ana Catarina Reis, nº 1
Ana Sofia Tavares, nº 2
6ºG
Os nossos escritores | O Trovão
O Trovão
Se eu fosse
um trovão
Seria veloz
e
Iria até
onde quisesse
Com a minha
força
Viajaria sem
parar
Por aqueles
caminhos
Que me
fizeram pensar
Serei bom?
Serei mau?
Terei um
dom?
Talvez sim
Mas vou
guardá-lo para Mim
Diogo
Machado 6ºG Nº7
Inês Ribeiro 6ºG Nº 8
segunda-feira, 17 de março de 2014
Os Nossos Escritores | A Gaivota
A
gaivota
Se
eu fosse uma gaivota,
seria
livre de viajar pelo mar,
e
iria voar até ao infinito do sol
sem
nada para me parar.
Planaria
sobre o rio,
veria
aves de rapina,
com
o seu grave piu.
Imaginar-me-ia
a falar como
gente
que na minha mente,
só
sabe desesperar.
Desesperos
a ir,
Desesperos
a vir…
Beatriz
Jerónimo, nº 3
Miguel
Pereira, nº 16
6ºG
terça-feira, 11 de março de 2014
Os nossos escritores! | A volta ao Mundo
A volta ao Mundo
Se eu fosse um fruto
Seria um morango
E iria dar a volta ao mundo
Quero ir à China
Ver o imperador
Mas tenho pavor!
Quero ir à China
Quero ir a África
Ver o menino
A brincar com a girafa
Quero ir à Alemanha
Comer lasanha!
Inês Barrote, nº 10
Beatriz Santos, nº4
6º G
quinta-feira, 6 de março de 2014
Os nossos escritores! | O meu sonho
O meu sonho
Se eu fosse uma
borboleta
Seria de cor violeta
E iria para a Holanda.
Eu sou uma menina
muito pequenina
Linda e sonhadora
Queria ser voadora.
Seria borboleta
Borboleta das flores
Borboleta do vento
Borboleta das cores.
Será que meu sonho se
vai realizar?
Nunca o saberemos até
eu tentar.
Maria Eduarda – n.º 14
Sofia Bordón – n.º 20
6.º G
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Os nossos escritores!
Olho para trás
Vejo o amor
Olho para a frente
Solidão e dor
Olho para trás
Vejo bons momentos
Olho para a frente
Tristes pensamentos
Olho para trás
Vejo a felicidade!
Olho para a frente
A infeliz eternidade...
Por que me abandonaste?
Aqui me deixaste
Por outra
me trocaste...
Mas o calor
Da minha paixão
Não se evaporou
Quando me largaste a mão!
Não!
Continuo aqui,
A sofrer por ti
À espera que um dia
Regresses...
Todas aquelas promessas...
As nossas conversas
Sobre o futuro...
E agora ele está destroçado!
Que futuro tenho
Sem ti?
O meu pobre coração
Sofre angustiado
No meu peito jaz
Despedaçado...
E por isso vou partir
Deixar
Este mundo
Vou-me embora
Vou tentar sorrir...
E agora, estás feliz?
Espero que estejas,
Pois apesar de tudo,
Por muito ruim que sejas,
Continuo a amar-te...
Continuo a esperar-te!
7.º E, Filipa Costa
Vejo o amor
Olho para a frente
Solidão e dor
Olho para trás
Vejo bons momentos
Olho para a frente
Tristes pensamentos
Olho para trás
Vejo a felicidade!
Olho para a frente
A infeliz eternidade...
Por que me abandonaste?
Aqui me deixaste
Por outra
me trocaste...
Mas o calor
Da minha paixão
Não se evaporou
Quando me largaste a mão!
Não!
Continuo aqui,
A sofrer por ti
À espera que um dia
Regresses...
Todas aquelas promessas...
As nossas conversas
Sobre o futuro...
E agora ele está destroçado!
Que futuro tenho
Sem ti?
O meu pobre coração
Sofre angustiado
No meu peito jaz
Despedaçado...
E por isso vou partir
Deixar
Este mundo
Vou-me embora
Vou tentar sorrir...
E agora, estás feliz?
Espero que estejas,
Pois apesar de tudo,
Por muito ruim que sejas,
Continuo a amar-te...
Continuo a esperar-te!
7.º E, Filipa Costa
Os nossos escritores...Graúdos! | Os bordados da vida
Os bordados da vida
Têm linhas de todas as cores
Há pontos tecidos em silêncio
Outros, nos ruídos da multidão
Alguns, num momento de esperança...
A ponto cheio a lua brilha
Com grilhão as montanhas agigantam-se
A ponto pé de flor contornam-se ruas
Repletas de malmequeres.
M. P.
Têm linhas de todas as cores
Há pontos tecidos em silêncio
Outros, nos ruídos da multidão
Alguns, num momento de esperança...
A ponto cheio a lua brilha
Com grilhão as montanhas agigantam-se
A ponto pé de flor contornam-se ruas
Repletas de malmequeres.
M. P.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Os nossos escritores! | O Trovão
O Trovão
Se eu fosse um trovão
Seria veloz e
Iria até onde quisesse
Com a minha força
Viajaria sem parar
Por aqueles caminhos
Que me fizeram pensar
Serei bom?
Serei mau?
Terei um dom?
Talvez sim
Mas vou guardá-lo para Mim
Diogo Machado, n.º 7
Inês Ribeiro, n.º 8
6.º G
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Para Ti
Para Ti
Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo
Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre
Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida
Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"
Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo
Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre
Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida
Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Os nossos escritores! | Crónica: ”História com palavras”
Crónica:”História com palavras”
Desço a rua, cumprimento os meus vizinhos, entro no metropolitano, sorrio para a menina que está na bilheteira e digo-lhe “Bom dia!”.
“Menina” como quem diz – ela aparenta ter idade para ser minha bisavó.
Retribui-me o cumprimento, enquanto o olhar dela diz:”Mete-te na tua vida, fedelho! Eu já tenho duas gerações de netos e tu não tens nenhuma!”
Desço a escada com o bilhete e entro na carruagem. Entre a maré de gente barulhenta, um homem ao meu lado tenta provocar o riso, com palavras jocosas, enfeitadas e teatrais. Não resulta. Tomo-o como referência, resolução de ano novo: não falar com pessoas no metropolitano. Absorto nos meus pensamentos, interrogo-me: onde estão as naves futuristas que nos prometeram? E os robôs que dizem os “bons dias” vazios por nós? Cambada de aldrabões! Vão ver que os fazem só para o ano que vem!
Espero ansiosamente…
Na paragem saio. Faço as compras e volto para casa. Quando chego à minha rua cumprimento os vizinhos. A vizinha do lado salienta como cresci desde a última vez que me viu. Distraída como é, não se lembrou que me viu de manhã. Alinho na história – orgulho-me de ser bom ator.
Devia deixar-me de formalidades sem sentido e ir para teatro.
Chego a casa, deito-me e fico a pensar no mundo falso e cinzento em que vivemos.
José Carreira
9.ºA
Eu li! | A Culpa é das Estrelas
Apesar de ser
uma história triste e forte, é também repleto de humor. A maneira como o
escritor descreve e fala das personagens faz-nos acreditar que as personagens
são mesmo reais.
Este livro tem o tema do valor da juventude e do valor da
vida, e é uma história de amor, mas é, definitivamente, mais do que isso e
sublinha o quanto a vida é curta e como deve ser vivida com alegria. Para ler na nossa BE.
Inês Fareleiro 8.ºB, 11
Os nossos escritores | Sonhos desfeitos!
Sonhos desfeitos!
Promessas quebradas!
Súplicas goradas!
A escuridão imposta…
Um manto de veludo negro
Pousado sobre o céu!
Sombras deslizam vagarosamente…
Devoram as ruas
Engolem a vida
Extinguem a luz!
As pessoas frias, cruas,
Em nada reparam.
Vão avançando, avançando,
Presas nos medos
Que as sombras criaram!
Trevas por todo o lado…
Pesadelo realizado!
Alguém pára.
Silêncio total.
Todos se interrogam
Quem se atreveu a tal?
E a criança ri.
Riso fresco, cristalino.
Rasga-se o manto
Quebra-se a ilusão.
Raios de luz
Tocam o chão.
O pesadelo acabou…
A luz chegou.
Filipa Costa
7.ºE, n.º9
Os Nossos Escritores! | Menino que se chamava Menino
Menino que se chamava Menino
Era uma vez um Menino
Que se chamava Menino
O pobre menino era pequenino
Era Menino, era rapazinho
Era tão pequenino que vivia num ninho
Pobre menininho,
Era tão pequenino que vivia sozinho
Sentia-se triste…
Vivia sem alguém
Mas mesmo assim, não desiste
Um dia o Menino
Ficou farto de estar sozinho
Então, decidiu ter um amiguinho
Ficou bem o Menininho
Agora, com um amiguinho
Assim já não está sozinho.
Beatriz Rosa
5ºD
Dia dos namorados
O GRITO
De ti que inventaste
a paz
a ternura
e a paixão
o beijo
o beijo fundo intenso e louco
e deixaste lá para trás
a côncava do medo
à hora entre cão e lobo
à hora entre lobo e cão.
De ti que em cada ano
cada dia
cada mês
não paraste de acender
uma e outra vez
a flor eléctrica
do mais desvairado
coração.
(…)
O grito que não cansa
de implorar
por amor
e mais amor
e mais amor.
José Fanha
![]() |
“Meninas a ler”
Picasso (Málaga, 1881 – Mougins, 1973)
|
“Leio
para aumentar o meu coração.”
José Ortega y Gasset (Madrid, 1833
- Madrid, 1955)
O blogue de Leituras começa hoje!
Leituras Coimbra Sul é um espaço on-line de
divulgação, de partilha de leituras e de saberes e conta
com a participação de todos os seus Leitores e Utilizadores!
A rubrica Eu Li! dá a conhecer sugestões dos
livros que a BE e os nossos Utilizadores vão lendo.
A
rubrica Os nossos escritores! será o lugar de inspiração onde a escrita se
deverá aos nossos leitores.
Boas leituras!
“Meninas a ler”
Picasso (Málaga, 1881 – Mougins, 1973)
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