quarta-feira, 26 de março de 2014

Apanhados a Ler!


Lendo


Eu li! | Patrícia Melo

O Matador, Patrícia Melo

Gostei muito deste livro escrito por uma jovem escritora brasileira. É muito original, escreve de uma maneira muito interessante e os assuntos são muito motivantes.
É a história de um jovem que é pago para ser assassino a soldo e que vai sofrer de uma imensa dor de dentes. E mais não posso dizer...

Professora Mariza Estêvão

Eu li! | Luís Sepúlveda

História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, Luís Sepúlveda

Luís Sepúlveda, escritor chileno, conta neste livro a história de Zorbas, um gato que mora numa casa perto do porto de Hamburgo. Numas férias, Zorbas fica em casa, sozinho, e quando estava a apanhar sol na varanda,caiu-lhe à  frente uma gaivota moribunda. Esta tinha sido apanhada pela maré negra de um derrame petrolífero e tinha-se perdido do seu bando. O seu último destino é a varanda do Zorbas, mas antes de morrer põe um ovo e faz três pedidos ao gato: este não deverá comer o ovo, deverá tomar conta da gaivota, quando esta nascer, e deverá ensiná-la a voar. Zorbas concorda, sem se aperceber da grande responsabilidade que é educar uma pequena ave. E, assim, começa a sua grande aventura para cumprir a sua promessa. 
Este é um livro pequenino, num estilo acessível, que se lê rapidamente. Contém imagens muito interessantes dos animais. 

Professora Helena Pinho

sexta-feira, 21 de março de 2014

quinta-feira, 20 de março de 2014

Em busca de um livro misterioso| 1.º take

http://www.powtoon.com/p/fWS5a9osrla/

Lendo

Os nossos escritores | Se eu fosse

Se eu fosse…

Se eu fosse um elemento da natureza
Seria a água
E iria partilhar um pouco de mim

Ser a água
É ser especial,
Ser diferente e não ser igual

A água
Tem o poder de viajar
Percorrer o mundo
Percorrer o mar

A água é o que não podemos esquecer
É o que nos dá vida e mantém a crescer
    
Isabel Cruz nº 11
Isabel Miranda nº12

6ºG

Eu li! | George Orwell e Bill Bryson

1984, de George Orwell
Li o 1984 porque houve um colega de escola que, na aula, falou do livro e eu soube logo que tinha que o ler. É um livro de ficção científica sobre a vida de um cidadão num estado totalitário, controlador e anulador da individualidade. Contém outras ideias que me fascinaram e fizeram refletir: a paranóia criada pelo “Big Brother”, que consegue ver e ouvir tudo, em todo o lado; a manipulação dos meios de comunicação, da memória histórica e da própria linguagem pelo estado; a oposição entre a liberdade individual e o conformismo com a maioria ou com o poder. É um livro que nos faz pensar e nos ajuda a perceber como funciona a nossa própria sociedade.
Breve História de Quase Tudo, de Bill Bryson
Bill Bryson é um escritor fascinante que consegue escrever de maneira interessante sobre qualquer assunto. Este livro é um mergulho na ciência, desde a origem do universo até aos nossos dias, em linguagem acessível e bem humorada. O autor leva-nos como companheiros na sua viagem de descoberta dos mais diversos campos, associando conhecimento a divertimento. Bill Bryson é também conhecido pelos seus livros de viagens. Numa altura em que viajar poderá ser demasiado dispendioso, poderão ser uma solução para viajar sem sair do lugar. 

DL

Apanhados a ler


quarta-feira, 19 de março de 2014

Os nossos Escritores! | Encontros lusitanos

Encontros lusitanos


Os descobrimentos, uma quantidade épica de descobertas que marcaram o auge da riqueza e do poderio português "por mares nunca dantes navegados"  em viagens perigosas e demoradas. 
Em "Os Lusíadas" de Luís Vaz de Camões (Canto V, est. 37-60) e na poesia "O Mostrengo" de Fernando Pessoa retratam -se encontros com titãs ou colossos que habitam o mar nunca antes explorado.
Uma análise cuidadosa claramente descreve a aparência feia e robusta do Adamastor que, embora tenha um corpo esculpido para a guerra, encontra-se numa maldição de pedra.
Quanto ao Mostrengo, podemos apenas calcular o seu grande tamanho e gesto aterrador através das reações do capitão, bem como pela descrição que dele é realizada com os vocábulos " imundo" e "grosso". 
O Adamastor cativa-nos pela partilha da sua história, o que nos permite sentir a mágoa sofrida e a esperança esmagada. Podemos simpatizar com um homem que tudo perdeu por amor e do amor nada ganhou. No caso do Mostrengo  pode observar-se apenas o desejo de proteger o seu lar, de se separar de tudo e de todos enquanto tenta reduzir a mágoa.
Para finalizar, é com grande orgulho que comparo o espírito indomável dos Portugueses, quer rei ou explorador, eles carregam a convicção, o desejo e coragem do povo luso enfrentar o desconhecido e alcançar os céus.

9.ºB, Márcio Camões

Lendo

Norman Rockwell
    

Apanhados a ler


terça-feira, 18 de março de 2014

Lendo

       

Os nossos Escritores! | O Poder da Esperança

O Poder da Esperança

    Efetivamente, creio que este foi o dia mais desagradável da minha vida. Eram sete horas da manhã, o sol quebrava barreiras e brilhantemente refletia-se em redor da localidade onde me encontrava de férias. Tudo estava alegre. A imensidão de calor ali concentrada, em conjunto com a variedade de aves e árvores, colocavam a minha memória em rotação. Estava tudo tão calmo...A serenidade que invadia aquela linda zona era completamente o contraste daquilo que ocorria no meu interior. No exterior encontrava um dia magnifico enquanto no meu interior a escuridão era bastante. Ao abandonar esta localidade, pelo caminho predominava em mim o desespero e tudo isto iria piorar. O ponteiro do relógio de pulso marcava oito horas e cinquenta minutos, tinha mais dois minutos para admirar os rostos dos meus pais. O marasmo acentuou-se! A hora de embarque chegou e com ela, o marasmo acentou-se.

Agora observo a branquidão das nuvens e ao mesmo tempo a escuridão que gira em torno da minha pessoa. Por mais que tente focar os meus olhos verdes na esperança de que tudo isto apenas seja um pesadelo, a turbulência afirma o contrário, obrigando-me a esticar os braços, com o intuito de salientar o quão urgentemente eu tenho de me movimentar para aniquilar esta poeira flutuante que dominou por completo a minha alma nestas oito horas de viagem. Porém, atentamente, oiço a Portela a acolher-me partilhando uma das suas pistas de aterragem. Saio do avião. Observo o azul cristalizado. Concluo que são apenas oito horas que me separam daqueles seres maravilhosos. Resta saber quantos serão os anos de tristeza por não podermos conviver, nem partilhar um sorriso.

Edgar Jesus

9.º A

Os nossos Escritores | Se eu fosse...

Se eu fosse...

Se eu fosse o vento,

seria como um vagabundo

e iria viajar pelo mundo.

Se eu fosse o vento,
iria viajar, viajar
sem parar, 
até me cansar!

Se eu fosse o vento,
viajaria no tempo,
no meu pensamento.

Agora, sendo o vento,
não paro um momento!


Ana Catarina Reis, nº 1
Ana Sofia Tavares, nº 2

6ºG

Os nossos escritores | O Trovão

O Trovão

Se eu fosse um trovão
Seria veloz e
Iria até onde quisesse
Com a minha força

Viajaria sem parar
Por aqueles caminhos
Que me fizeram pensar

Serei bom?
Serei mau?
Terei um dom?

Talvez sim
Mas vou guardá-lo para Mim

Diogo Machado 6ºG Nº7

Inês Ribeiro  6ºG Nº 8

segunda-feira, 17 de março de 2014

Lendo

 "Undercover Readers" Les Bryant 2009

Os Nossos Escritores | A Gaivota

A gaivota

Se eu fosse uma gaivota,
seria livre de viajar pelo mar,
e iria voar até ao infinito do sol
sem nada para me parar.

Planaria sobre o rio,
veria aves de rapina,
com o seu grave piu.

Imaginar-me-ia a falar como
gente que na minha mente,
só sabe desesperar.

Desesperos a ir,
Desesperos a vir…

Beatriz Jerónimo, nº 3
Miguel Pereira, nº 16 
6ºG
                                                                               


terça-feira, 11 de março de 2014

Lendo

 "What Am I Reading?", Marija Jevtic

Os nossos escritores! | A volta ao Mundo

A volta ao Mundo

Se eu fosse um fruto
Seria um morango
E iria dar a volta ao mundo

Quero ir à China
Ver o imperador
Mas tenho pavor!

Quero ir à China
Quero ir a África
Ver o menino
A brincar com a girafa

Quero ir à Alemanha
Comer lasanha!


Inês Barrote, nº 10
Beatriz Santos, nº4
6º G

quinta-feira, 6 de março de 2014

Os nossos escritores! | O meu sonho

O meu sonho


Se eu fosse uma borboleta                                            
Seria de cor violeta
E iria para a Holanda.

Eu sou uma menina muito pequenina
Linda e sonhadora
Queria ser voadora.

Seria borboleta
Borboleta das flores
Borboleta do vento
Borboleta das cores.

Será que meu sonho se vai realizar?
Nunca o saberemos até eu tentar.


Maria Eduarda – n.º 14
Sofia Bordón – n.º 20
6.º G

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Lendo

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Os nossos escritores!

Olho para trás
Vejo o amor
Olho para a frente
Solidão e dor

Olho para trás
Vejo bons momentos
Olho para a frente
Tristes pensamentos

Olho para trás
Vejo a felicidade!
Olho para a frente
A infeliz eternidade...

Por que me abandonaste?
Aqui me deixaste
Por outra
me trocaste...

Mas o calor
Da minha paixão
Não se evaporou
Quando me largaste a mão!

Não!

Continuo aqui,
A sofrer por ti
À espera que um dia
Regresses...

Todas aquelas promessas...
As nossas conversas
Sobre o futuro...

E agora ele está destroçado!
Que futuro tenho
Sem ti?

O meu pobre coração
Sofre angustiado
No meu peito jaz
Despedaçado...

E por isso vou partir
Deixar
Este mundo
Vou-me embora
Vou tentar sorrir...

E agora, estás feliz?
Espero que estejas,
Pois apesar de tudo,
Por muito ruim que sejas,
Continuo a amar-te...

Continuo a esperar-te!

7.º E, Filipa Costa

Os nossos escritores...Graúdos! | Os bordados da vida

Os bordados da vida 
Têm linhas de todas as cores
Há pontos tecidos em silêncio
Outros, nos ruídos da multidão
Alguns, num momento de esperança...

A ponto cheio a lua brilha
Com grilhão as montanhas agigantam-se
A ponto pé de flor contornam-se ruas 
Repletas de malmequeres.

M. P.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Os nossos escritores! | O Trovão

O Trovão

Se eu fosse um trovão
Seria veloz e
Iria até onde quisesse
Com a minha força

Viajaria sem parar
Por aqueles caminhos
Que me fizeram pensar

Serei bom?
Serei mau?
Terei um dom?

Talvez sim
Mas vou guardá-lo para Mim

Diogo Machado, n.º 7
Inês Ribeiro, n.º 8
6.º G

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Para Ti

 Para Ti

Foi para ti 
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo

Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre

Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida

Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Os nossos escritores! | Crónica: ”História com palavras”

  Crónica:”História com palavras”
Desço a rua, cumprimento os meus vizinhos, entro no metropolitano, sorrio para a menina que está na bilheteira e digo-lhe “Bom dia!”.
 “Menina” como quem diz – ela aparenta ter idade para ser minha bisavó.
 Retribui-me o cumprimento, enquanto o olhar dela diz:”Mete-te na tua vida, fedelho! Eu já tenho duas gerações de netos e tu não tens nenhuma!”
 Desço a escada com o bilhete e entro na carruagem. Entre a maré de gente barulhenta, um homem ao meu lado tenta provocar o riso, com palavras jocosas, enfeitadas e teatrais. Não resulta. Tomo-o como referência, resolução de ano novo: não falar com pessoas no metropolitano. Absorto nos meus pensamentos, interrogo-me: onde estão as naves futuristas que nos prometeram? E os robôs que dizem os “bons dias” vazios por nós? Cambada de aldrabões! Vão ver que os fazem só para o ano que vem!
 Espero ansiosamente…
 Na paragem saio. Faço as compras e volto para casa. Quando chego à minha rua cumprimento os vizinhos. A vizinha do lado salienta como cresci desde a última vez que me viu. Distraída como é, não se lembrou que me viu de manhã. Alinho na história – orgulho-me de ser bom ator.
 Devia deixar-me de formalidades sem sentido e ir para teatro.
 Chego a casa, deito-me e fico a pensar no mundo falso e cinzento em que vivemos.
José Carreira
9.ºA

Eu li! | A Culpa é das Estrelas

A culpa é das estrelas de John Green, é um livro fabuloso, narrado por uma adolescente de 16 anos - Hazel com uma doença terminal que conhece um rapaz chamado August Waters no Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro.
Apesar de ser uma história triste e forte, é também repleto de humor. A maneira como o escritor descreve e fala das personagens faz-nos acreditar que as personagens são mesmo reais.
Este livro tem o tema do valor da juventude e do valor da vida, e é uma história de amor, mas é, definitivamente, mais do que isso e sublinha o quanto a vida é curta e como deve ser vivida com alegria. Para ler na nossa BE.


Inês Fareleiro 8.ºB, 11


Os nossos escritores | Sonhos desfeitos!

Sonhos desfeitos!
Promessas quebradas!
Súplicas goradas!
A escuridão imposta…
Um manto de veludo negro
Pousado sobre o céu!
Sombras deslizam vagarosamente…
Devoram as ruas
Engolem a vida
Extinguem a luz!
As pessoas frias, cruas,
Em nada reparam.
Vão avançando, avançando,
Presas nos medos
Que as sombras criaram!
Trevas por todo o lado…
Pesadelo realizado!
Alguém pára.
Silêncio total.
Todos se interrogam
Quem se atreveu a tal?
E a criança ri.
Riso fresco, cristalino.
Rasga-se o manto
Quebra-se a ilusão.
Raios de luz
Tocam o chão.
O pesadelo acabou…
A luz chegou.
Filipa Costa
7.ºE, n.º9     

Os Nossos Escritores! | Menino que se chamava Menino

 Menino que se chamava Menino
Era uma vez um Menino
Que se chamava Menino
O pobre menino era pequenino
Era Menino, era rapazinho
Era tão pequenino que vivia num ninho
Pobre menininho,
Era tão pequenino que vivia sozinho
Sentia-se triste…
Vivia sem alguém
Mas mesmo assim, não desiste
Um dia o Menino
Ficou farto de estar sozinho
Então, decidiu ter um amiguinho
Ficou bem o Menininho
Agora, com um amiguinho
Assim já não está sozinho.

Beatriz Rosa
  5ºD

Dia dos namorados

O GRITO
De ti que inventaste

a paz
a ternura
e a paixão
o beijo
o beijo fundo intenso e louco
e deixaste lá para trás
a côncava do medo
à hora entre cão e lobo
à hora entre lobo e cão.
De ti que em cada ano
cada dia
cada mês
não paraste de acender
uma e outra vez
a flor eléctrica
do mais desvairado
coração.
(…)
O grito que não cansa
de implorar
por amor
e mais amor
e mais amor.
José Fanha


“Meninas a ler”
Picasso (Málaga, 1881 – Mougins, 1973) 
“Leio para aumentar o meu coração.”
José Ortega y Gasset (Madrid, 1833 - Madrid, 1955)



O blogue de Leituras começa hoje!

Leituras Coimbra Sul é  um espaço on-line de divulgação,  de partilha de leituras e de saberes e conta com a participação de todos os seus Leitores e Utilizadores!


A rubrica Eu Li! dá a conhecer sugestões dos livros que a BE e os nossos Utilizadores vão lendo. 
A rubrica Os nossos escritores!  será o lugar de inspiração onde a escrita se deverá aos nossos leitores.

Boas leituras!             
“Meninas a ler”
Picasso (Málaga, 1881 – Mougins, 1973)